
Olhei para o céu. Faltavam dois minutos para as doze badaladas da meia-noite. Estava à porta o fim do ano, e o inicio do começo de uma nova vida. Novos rumos, novas posições em batalha, novas guerras, novos vencedores e vencidos, novas amizades e a conquista de novos corações! Reflecti no passado e acordei para o presente. Revi tudo o que fiz ao longo deste ano, as atitudes que tomei e tudo o que me embalou, que sinceramente, ainda estou para ver no que vai resultar. Estou agora a enfrentar o futuro, pois nunca há presente. Se repararmos bem, a cada palavra que dizemos já o tempo a levou, e por isso, o presente nunca está presente. Cada dia que passa, temos que fazer do futuro, um futuro ainda melhor, para que o passado nunca possa a vir a ser presente, aliás, futuro (o presente não existe). Falta agora um minuto, e eu, apoiada no muro de pedra frio, como a aragem que mesmo agora me trouxe um arrepio, contemplo o movimento da multidão no paradão. Daqui a pouco vão ser lançados os foguetes, os que a todos atraem a atenção. E agora eu pergunto; o que significará todas estas cores, estas faíscas, esta alegria por ver múltiplas cores brilharem num céu tão negro e cru. Será que é a vitória contra o mal, ou apenas uma ilusão de óptica?
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