sexta-feira, 23 de abril de 2010

E colori os meus sonhos. E parti para uma nova aventura. O meu rumo entreabriu-se entre ruínas, e eu aqui estou para o reconstruir!


quarta-feira, 21 de abril de 2010


Pelas páginas da avenida desci. Calma e tranquila, talvez. Nas encelhadas dos engarrafamentos me perdi, aliás, pensei que me tinha perdido. Mas encontrei nos cálculos das somas que fiz, um número errado, que não pertencia aos números reais. Por certo, já me pude aperceber, que de 100% dos feitios com que me cruzo em simples olhares, 99,9% me retribui com gestos de aflição e desprezo. Apenas 0,1% me dá uma certeza que a minha descida pela avenida pode não ser o fim de tudo!

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Esta foi a última lágrima que me escorreu pelo rosto, pois decidi não me agarrar “àquilo”, mas jamais destruirei o momento de persistência (foi este que me permitiu diferenciar dos outros, e eu... sinto-me orgulhosa por isso)!

domingo, 11 de abril de 2010


É por incertos cruzamentos que já me pude aperceber que o nosso mar é incompatível de navegar pelas mesmas costas; o meu clima necessita de estabilidade, ou está quente, ou está frio, o teu tanto dá estar das duas maneiras, ou até mesmo ameno. Não conténs em ti o equilíbrio de um herói definido, que ruma sempre no mesmo sentido, com a mesma força e o mesmo ânimo de enfrentar os destroços que ficam submersos na vida, sendo-te indiferente as pessoas com que convives. Não basta só um que “sim” ou um “se não”. É mais importante os gestos e as obras, pois são essas que constroem edifícios enormes dentro das nossas pequeninas aldeias: os nossos corações.

sábado, 10 de abril de 2010


O importante não é o perfume da essência, mas sim a essência do perfume!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tinha acabado de regressar da Avenida da minha pastelaria preferida, e olhei de relance para todos os cantos da casa, como se me parecesse meia estranha e fria, como se tivesse um segredo bem guardado para me contar, mas ao mesmo tempo o quisesse omitir e encobrir de certos múmurios que trespassam as paredes, diariamente, e as cobrem todos os dias, com os mornos comentários de almas sem sentido de doação e transmissão de coragem. Olhei pela redonda janela que habita o meu primeiro andar, e que se encontra virado no sentido do pôr-do-sol, o qual solta uma incandescência que é já impersceptivel. Ao longe, avisto os pontinhos de luz que começam a iluminar as pequeninas ruas, os minúsculos carros que passam apressadamente como flechas... mas, ao longe, destaca-se o prédio central da Praça, que iluminado faz lembrar os grandes arranha-céus dos Estados Unidos, por onde se estendem aquelas grandes passadeiras felpudas para darem passagem aos modelos e actores que têm o privilégio por lá passar - já pensei como será a vida de uma "estrela" e a sensação sufocante, com um misto de fúria e a deslumbrante imagem com que ficam depois de serem avistados e comentados por todos aqueles que os aplaudem! Por vezes, ponho-me a pensar no que significarão todos aqueles pontinhos de luz, já que em todas as ocasiões a vida nos proporciona sempre um "sim", ou até mesmo um "não" cru e bem visível aos nossos olhos. É como se me contassem um conto de fadas, daqueles onde saímos sempre vencidos, onde o mundo "maravilha" nunca é só um sonho, mas sim onde a mais pura da imaginação se torna realidade e todos os sonhos se concretizam. É bom, e ainda espero mais tarde apagar as más memórias, e realmente concordo com uma certa apresentadora e actriz, quando esta afirma o poder exuberante que a vida exerce no nosso próprio ser, sempre a testar a nossa maneira de ser:


«Trata da tenacidade e da ternura, de nos sentirmos impotentes embora presentes, de ficarmos loucos e de encontrarmos os meios para recolher de novo os pedaços destroçados da nossa mente. Mas, sobretudo, trata do amor.»


Oprah Winfrey, O, The Oprah Magazine

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Não nos cabe a nós as conquistas de corações, mas sim a capacidade que eles possuem para abarcar o nosso amor. É por certos reflexos, que a palavra AMAR deve ser valorizada ao máximo, e não somos nós que possuímos essa capacidade, mas sim a capacidade que o coração do "próximo" tem em guardá-la e estimá-la. Há certos momentos em que o sofrimento por este "pedaço de carne" se funde e nos corrói até ao mais profundo do nosso coração... E é aí que precisamos de um pedaço, um único que seja, do carinho desejado para tapar as fissuras que temos abertas...

É difícil explicar, e ainda mais difícil sentir...

domingo, 4 de abril de 2010

Solta-se um afecto,
Solta-se o mais profundo sentimento,
Criam-se laços,
Rasgam-se páginas da dura vida.
Crueldades cruzadas, males apagados, rasgões por sarar...
Tudo para que um dia eu possa voltar a dizer:

Soltei o que me separava de ti!

És capaz de não reconhecer o irreconhecível, mas de uma coisa te dou a certeza; eu jamais me tornarei um semblante irreconhecível ao teu olhar!
Sempre à espera de um amanhã...

sexta-feira, 2 de abril de 2010


Da proximidade e da falha está o reconhecimento e sabedoria.
A vida não foi feita da noite para o dia.
Os sábios ganharam a coragem com valentia e a superioridade foi concedida aos deuses, pela capacidade da sua imagem tão pura de racionalidade e bem estar.

Tudo é assim, porque tudo tem uma explicação de o ser!

Se me perguntaste se queria ir à lua contigo, disse-te que não...
Se ainda me interrogas da vida que levo, digo-te que me deixes seguir as oportunidades que o caminho me abre...
Se algum dia me chegares a interrogar o que serei daqui a uns tempos, respondo-te com toda a certeza, que serei o que tu, e todas as "criaturas" que me rodeiam fizerem de mim. Porque todos nós sabemos que somos o que nos fazem, como o tempo nos molda, a sedução também nos atrai. Se não agarrármos com força as recordações e memórias, estas despedaçam-se pelo caminho e tornam-se insípidas e gélidas, moléstias desconsertadas.
Não faço isto para que me conheçam ou deixem de errar, mas sim para que cada dia possam ser melhores e mais tolerantes.

A vida foi feita para viver.

E eu... eu sou apenas "mais um coração que bate no mundo".