quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


Aclarou o dia, a manhã nasceu e um novo ser resplandeceu. Chega de perguntas. Basta de conversas. Toma atitudes e não as deixes perdidas, dispersas. Porque amanhã é um novo dia, e nem eu nem tu sabemos, se o que queremos algum dia alcançaremos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Renascer


Renascer também é voltar a crescer. É ter medo de conhecer o saber. É viver e acarinhar. Gostar de amar. Dar e receber, comunicar e conviver. É de tudo o que mais se aprecia, o conhecimento, o reconhecimento e até mesmo a lealdade perante o nosso próprio ser, a nossa maneira de ser, a nossa tolerância. E que o saber crescer haja em abundância!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal


Natal?! Diz-vos alguma coisa? A mim diz-me, mas todos os dias. Temos que fazer com que ele esteja presente diariamente, tão presente como as nossas próprias atitudes, e que todos os dias cresça em nós e se cultive o amor e a caridade! Sopinhas aos pobres na noite de Natal? Só na noite de Natal? Não. Estes merecem-nas todos os dias, uma palavra de conforto, e mais do que qualquer ser errante, um gesto de caridade. Um único que seja. Que esta época possa resplandecer todo o ano, e que a felicidade de receber presentes seja uma atitude secundária.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


Olhei. Sonhei. Talvez um dia te guardarei, numa caixinha preciosa, fechada a 7 chaves. Talvez o nosso sonho não passe por despercebido, e pode ser que as nossas esperanças se voltem a entrelaçar. Sim, tu, meu amigo, que sejas para sempre o mais fiel de todos os infiéis que me rodeiam.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Passado e Futuro


Olhei para o céu. Faltavam dois minutos para as doze badaladas da meia-noite. Estava à porta o fim do ano, e o inicio do começo de uma nova vida. Novos rumos, novas posições em batalha, novas guerras, novos vencedores e vencidos, novas amizades e a conquista de novos corações! Reflecti no passado e acordei para o presente. Revi tudo o que fiz ao longo deste ano, as atitudes que tomei e tudo o que me embalou, que sinceramente, ainda estou para ver no que vai resultar. Estou agora a enfrentar o futuro, pois nunca há presente. Se repararmos bem, a cada palavra que dizemos já o tempo a levou, e por isso, o presente nunca está presente. Cada dia que passa, temos que fazer do futuro, um futuro ainda melhor, para que o passado nunca possa a vir a ser presente, aliás, futuro (o presente não existe). Falta agora um minuto, e eu, apoiada no muro de pedra frio, como a aragem que mesmo agora me trouxe um arrepio, contemplo o movimento da multidão no paradão. Daqui a pouco vão ser lançados os foguetes, os que a todos atraem a atenção. E agora eu pergunto; o que significará todas estas cores, estas faíscas, esta alegria por ver múltiplas cores brilharem num céu tão negro e cru. Será que é a vitória contra o mal, ou apenas uma ilusão de óptica?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Coração Quente, Amor para Sempre

Saí de casa com a certeza do que levava comigo; tanto nas mãos, como no coração. Tinha sido um reencontro inesquecível, sem dor nem rancor, apenas brilho e redenção. És das pessoas mais espectaculares que conheci até hoje. Melhor. Até ontem à noite, pois já não sei em que te poderás tornar ao longo deste dia. Dizes-me sempre que é um longo dia, e com um rio fino e gélido, contemplo nos cantos dos teus olhos a aflição com que te exprimes. Já disse para não te preocupares. Uma só vida partilhada a dois não dá para essas incertezas e inseguranças, e para te ser muito sincera, o que me logo atraiu em ti foi o teu olhar. É diferente de todos os outros, é contagiante e inocente. Mais que isso, é puro e sincero, e tu sabes que eu convivo com a sinceridade. Somos velhas amigas. Mais vale um sorriso e poucas palavras, do que muitas certezas e poucos resultados, e tu, sem dúvida, demonstra-lo bem! Espero que esses simples e neutros sentimentos estejam sempre presentes dentro de ti e que nunca possam voar para o "além". Esta é a minha mensagem, antes de partir para o Mundo lá fora, enfrentar a realidade nua e crua e desprovida de sentimentos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Retrato nas páginas de um diário

Era uma manhã. O sol já ia alto. E eu, gélida e pálida olhava o mar. Dele já não conseguia tirar partido e, a moléstia e solidão, já me consumiam. Tinha acabado de vir de uma das piores fases da minha vida e confrontar frente a frente, peito a peito a desonestidade que o tempo me aguardava para este preciso dia. Eu já nem incluo no meu dicionário a palavra "azar", pois tenho a certeza que nada na minha vida necessitará de a utilizar. Os próprios medos e fissuras que me trespassam são todos sinónimos dessa palavra, e para completar o meu "consultor mudo" prefiro inserir palavra a palavra, rabisco a rabisco os significados de tão protestantes enigmas. Congelei. Uma voz pálida e quebradiça ecoou nos mais profundos cantos do infinito. Não conseguia perceber de onde vinha, para onde se dirigia e, muito honestamente o que dizia. Apenas se soltavam súbitos murmúrios, códigos que não conseguia decifrar. Foi então que voltei a face para o meu diário, no qual tentava escrever algo que me saísse da alma, e para meu espanto deparo-me com uma nítida e honesta frase: "O mar e o céu difundiram-se num só, e tu difundir-te-ás também". Pensei o que seria, remexia o meu puzzle cerebral e as peças acabaram por se encaixar na perfeição como se fossem comandadas por um robot. Era a minha hora. A hora de o meu espírito e a minha alma terrena se difundirem num só. Do alto, do leve e altíssimo céu, surgiu um anjo. Melhor que isso. Um Deus. Era um Deus, eu sentia que sim e nada, mesmo nada conseguia contrariar os meus pensamentos. "Depois de tanta dor e de tanto sofrimento, com certeza que deve achar que mereço um lugar calmo, solene e sagrado", pensava eu, gesticulando os lábios tremulamente com um misto de alegria e um arrepio que me subia pela espinha acima. Uma mão dirigiu-se na minha direcção para me auxiliar, e outra empurrou-me por trás para dar impulso à minha entrada. O tempo não se enganava e o dia já estava contado. Uma nova vida, um novo reino, uma nova casa me tinha sido ofertada, e eu nunca mais esquecerei todos estes "deliciosos" momentos, como um sinal de uma passageira e terrena vida de fraco valor.

in Retrato nas páginas de um diário, Ana Neves

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sentimento Oculto


E se por vezes as lágrimas

de um sentimento oculto

se pudessem fundir numa só,

e resplandecer. Proclamar. Transparecer.

A dor e a opressão que nelas vive.

Cresce. E se ramifica.

Se por todos os gestos

as palavras

e um inocente beijo

conseguisse iluminar,

o caminho da paz,

o de saber amar!