sábado, 10 de abril de 2010


O importante não é o perfume da essência, mas sim a essência do perfume!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tinha acabado de regressar da Avenida da minha pastelaria preferida, e olhei de relance para todos os cantos da casa, como se me parecesse meia estranha e fria, como se tivesse um segredo bem guardado para me contar, mas ao mesmo tempo o quisesse omitir e encobrir de certos múmurios que trespassam as paredes, diariamente, e as cobrem todos os dias, com os mornos comentários de almas sem sentido de doação e transmissão de coragem. Olhei pela redonda janela que habita o meu primeiro andar, e que se encontra virado no sentido do pôr-do-sol, o qual solta uma incandescência que é já impersceptivel. Ao longe, avisto os pontinhos de luz que começam a iluminar as pequeninas ruas, os minúsculos carros que passam apressadamente como flechas... mas, ao longe, destaca-se o prédio central da Praça, que iluminado faz lembrar os grandes arranha-céus dos Estados Unidos, por onde se estendem aquelas grandes passadeiras felpudas para darem passagem aos modelos e actores que têm o privilégio por lá passar - já pensei como será a vida de uma "estrela" e a sensação sufocante, com um misto de fúria e a deslumbrante imagem com que ficam depois de serem avistados e comentados por todos aqueles que os aplaudem! Por vezes, ponho-me a pensar no que significarão todos aqueles pontinhos de luz, já que em todas as ocasiões a vida nos proporciona sempre um "sim", ou até mesmo um "não" cru e bem visível aos nossos olhos. É como se me contassem um conto de fadas, daqueles onde saímos sempre vencidos, onde o mundo "maravilha" nunca é só um sonho, mas sim onde a mais pura da imaginação se torna realidade e todos os sonhos se concretizam. É bom, e ainda espero mais tarde apagar as más memórias, e realmente concordo com uma certa apresentadora e actriz, quando esta afirma o poder exuberante que a vida exerce no nosso próprio ser, sempre a testar a nossa maneira de ser:


«Trata da tenacidade e da ternura, de nos sentirmos impotentes embora presentes, de ficarmos loucos e de encontrarmos os meios para recolher de novo os pedaços destroçados da nossa mente. Mas, sobretudo, trata do amor.»


Oprah Winfrey, O, The Oprah Magazine

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Não nos cabe a nós as conquistas de corações, mas sim a capacidade que eles possuem para abarcar o nosso amor. É por certos reflexos, que a palavra AMAR deve ser valorizada ao máximo, e não somos nós que possuímos essa capacidade, mas sim a capacidade que o coração do "próximo" tem em guardá-la e estimá-la. Há certos momentos em que o sofrimento por este "pedaço de carne" se funde e nos corrói até ao mais profundo do nosso coração... E é aí que precisamos de um pedaço, um único que seja, do carinho desejado para tapar as fissuras que temos abertas...

É difícil explicar, e ainda mais difícil sentir...

domingo, 4 de abril de 2010

Solta-se um afecto,
Solta-se o mais profundo sentimento,
Criam-se laços,
Rasgam-se páginas da dura vida.
Crueldades cruzadas, males apagados, rasgões por sarar...
Tudo para que um dia eu possa voltar a dizer:

Soltei o que me separava de ti!

És capaz de não reconhecer o irreconhecível, mas de uma coisa te dou a certeza; eu jamais me tornarei um semblante irreconhecível ao teu olhar!
Sempre à espera de um amanhã...

sexta-feira, 2 de abril de 2010


Da proximidade e da falha está o reconhecimento e sabedoria.
A vida não foi feita da noite para o dia.
Os sábios ganharam a coragem com valentia e a superioridade foi concedida aos deuses, pela capacidade da sua imagem tão pura de racionalidade e bem estar.

Tudo é assim, porque tudo tem uma explicação de o ser!

Se me perguntaste se queria ir à lua contigo, disse-te que não...
Se ainda me interrogas da vida que levo, digo-te que me deixes seguir as oportunidades que o caminho me abre...
Se algum dia me chegares a interrogar o que serei daqui a uns tempos, respondo-te com toda a certeza, que serei o que tu, e todas as "criaturas" que me rodeiam fizerem de mim. Porque todos nós sabemos que somos o que nos fazem, como o tempo nos molda, a sedução também nos atrai. Se não agarrármos com força as recordações e memórias, estas despedaçam-se pelo caminho e tornam-se insípidas e gélidas, moléstias desconsertadas.
Não faço isto para que me conheçam ou deixem de errar, mas sim para que cada dia possam ser melhores e mais tolerantes.

A vida foi feita para viver.

E eu... eu sou apenas "mais um coração que bate no mundo".